TEMPOS DE POLÍTICA NO BRASIL

 No Brasil, os tempos de política costumam deixar tudo polarizado. Pai briga com esposa, com filhos. Sobrinhos com tios. Em fim, as famílias, vizinhos, todos brigam e até deixam de se falar.

Talvez você possa até pensar que estou exagerando. Outro dia conversando com uma colega de trabalho, ela disse que os tios dela pararam de se falar por conta de política. O pior de tudo que agora há brigas por políticas pelos nomes de Wifis. Sério! Uma outra amiga me disse que na rua da casa dela um vizinho bolsonarista colocou o nome do wi-fi dele de "BOLSONARO22". Já outro vizinho petista para não ficar por baixo, colocou "KD O QUEIROZ?" Outro já coloca: "LULA LADRÃO SEU LUGAR É NA PRISÃO". Em fim, deixemos essa nova modalidade de discursão política de lado. Aliás, já acho muito ao extremos, pois brigar por WIFI já é nível maciano.

Eu mesmo posso servir de exemplo. Eu tinha vários amigos da Faculdade antes de 2018. Todos nós nos comunicávamos pelas redes socias. Mas como a eleição de 2018 foi muito polêmica e polarizada, as brigas entre bolsonaristas e Petistas acabaram que sendo o motivo da separação de amigos de faculdade.

Mas deixando esse lado melancólico de lado, vamos para o interior do Maranhão. Tempos de política por lá é muito bom. Há comícios, comitês, passeatas e shows de famosos do forró ou radiolas de reggae. Como disse o humorista Winderson Nunes em um de seus vídeos: " No interior, o político que ganha é o que leva a melhor banda de forró para a praça". De fato é verdade. Uma coisa boa no interior é ver, dançar e ouvir as bandas de forrós nas praças dos interiores. Elas têm, muitas vezes, apenas um teclado arranjador com um playback  com vários ritmos e um cantor e duas dançarinas com o creme de cabelo  escorrendo no meio das costas.

Mesmo sendo uma lugar legal para política, esses últimos anos o interior não está mais como antes. Digo bem agitado. Antigamente tínhamos biscoitos, bombons, carrinhos que ganhávamos dos políticos. Agora não tem mais nada. Acabou tudo.

Com o avanço das fiscalizações por parte dos TREs e do TSE além do Ministério Público as compras de votos têm diminuído bastante. Coisa "boa" era chegar à casa de uma vereador e pedir dinheiro. Ele ia ao quarto e quando voltava tinha vinte, trinta ou cinquenta reais para nos dar.

Claro que não estou defendendo a compra de votos, apenas uma forma de lembrar como era fácil ganhar dinheiro nesses tempos agitados.  

Eu sempre escolhia meus candidatos com antecedência. E desde 2018 fiquei muito mais atento às questões políticas principalmente essa polarização "esquerda" e "direita".

Mas em fim, pessoal. O brasileiro é assim, quando gosta de alguma coisa ele se aprofunda e ama de verdade. Que  em 2022 possamos escolher com sabedoria os nosso representantes que estarão em Brasília ou nas Assembleias Legislativas de todo o país. Que venhamos escolher com sabedoria. Se te oferecerem dinheiro, peguem o dinheiro, mas votem em outro. Saiba que seu voto não tem preço. 

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