DOUTRINA DA TRINDADE E OS CREDOS ECUMÊNICOS: conhecimentos básicos para o obreiro assembleiano

Alan Jorge Silva

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” 2 Tm 2.15

“Persiste em ler, exortar e ensinar...” 1 Tm 4.13

 

RESUMO

O presente trabalho, de natureza bibliográfica, tem como objetivo apresentar, mesmo que de maneira resumida, a doutrina da Trindade e os principais Credos Ecumênicos partindo do ponto de vista que todo aquele que almeja trabalhar na igreja do Senhor como obreiro aprovado deve, no mínimo, ter noções básicas sobre tais assuntos. O primeiro, a Trindade, faz parte do conjunto doutrinário da Assembleia de Deus, mas não somente dela, e que hoje é muito atacada por seitas que tentam desfazer tal ensinamento bíblico. O segundo apresenta os Credos Ecumênicos, partindo do Credo dos Apóstolos, século II, até o Atanasiano, cerca do ano 500, uma vez que esses ensinamentos são considerados universais por ter uma aceitação ampla e não se restringir a uma determinada região. Além de demonstrar que temos muitos pontos em comum com os primeiros cristãos.

Palavras-Chave. Trindade. Credos Ecumênicos. Assembleia de Deus. Doutrina.

 

1. INTRODUÇÃO

A preparação do obreiro para o santo ministério é fundamental. Fala-se, importante destacar, em uma preparação total que englobe todas as áreas da vida dele. Mas no sentido de conhecimento bíblico, a Bíblia afirma que o obreiro deve manejar bem a palavra da verdade e persistir em ler, meditar e examinar. Ao fazer isso, levará um bom alimento espiritual aos que o ouvem. Como também entenderá mais a fundo os principais ensinamentos contidos nas sagradas escrituras e poderá organizá-los de maneira sistemática, pois segundo BRAZIL e col. (2022) “Ter a consciência de nossa vocação, prepara-nos para executá-la para a glória de Deus e executá-la bem são os objetivos de toda pessoa que deseja servir ao Senhor”, e essa boa execução requer leitura e meditação da palavra de Deus.

Dentre esses ensinamentos que podem ser encontrados nas sagradas escrituras, tem-se, com destaque aos assuntos deste trabalho, a doutrina da trindade e, mesmo que alguém possa falar que a palavra “TRINDADE” não esteja literalmente escrita na bíblia, mas a verdade desse ensino sobre o único Deus aparece desde o livro do Gênesis ao Apocalipse. (BERGSTÉN, 2022). Além disso, entenderá com mais familiaridade as principais doutrinas da sua igreja e terá mais fundamentos para ser um defensor daquilo em que crer e acredita e assim, “responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” 1 Pe 3.15.

O presente trabalho apresentará, de maneira sintética, os seguintes assuntos: TRINDADE E OS CREDOS ECUMÊNICOS. Sobre o primeiro, observar-se-á desde os primeiros escritos e menções dessa doutrina dentro das Escrituras Sagradas com base na Declaração de Fé das assembleias de Deus. O segundo, será feito um resumo dos principais credos ecumênicos desde o Credo dos Apóstolos até o Credo de Atanásio. Portanto, tendo em vista a vastidão do assunto e suas complexidades, o presente trabalho não pretende esgotar as discussões sobre tais temáticas, uma vez que se tem muito ainda o que pesquisar, analisar e aprender.

2. TRINDADE: QUE MISTÉRIO É ESSE, PASTOR?

Para muitos cristãos, a Doutrina da Trindade foi e ainda é muito complexa. Se fosse pedido para alguns obreiros assembleianos ou não explicarem em que consiste tal doutrina, sairiam coisas do tipo: “É como se fosse um podium: Deus, o maioral em primeiro; Jesus, em segundo lugar; e o Espírito Santo, sempre perdendo, em terceiro lugar” ou mais “a Doutrina da Trindade é uma ideia da Igreja Católica que foi inserida no meio da Assembleia de Deus” ou mais “a Doutrina da Trindade consiste em ‘TRÊS DEUSES’”.

Tais dificuldades ainda é vista e por isso, talvez, um assunto doutrinário pouco falado dentro das igrejas. Mas o que trata a Doutrina da Trindade? É um podium? É uma doutrina da Igreja Católica que foi inserida na Assembleia de Deus? São três deuses? O que de fato a Bíblia diz sobre isso?

Para que tais questionamento sejam respondidos, veja-se o que diz a Declaração de Fé das Assembleias de Deus:

“CREMOS, professamos e ensinamos o monoteísmo bíblico, que Deus é uno em essência ou substância, indivisível em natureza e que subsiste eternamente em três pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em poder, glória e majestade e distintas em função, manifestação e aspecto: ‘Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo’ (Mt 28.19) As Escrituras Sagradas claramente revelam que a Trindade é real e verdadeira. Uma só essência, substância, em três pessoas. Cada pessoa da Santíssima Trindade possui todos os atributos divinos – Onipotência, onisciência, onipresença, soberania e eternidade.”  ( DECLARAÇÃO DE FÉ, 2016)

A Trindade se trata de uma doutrina bíblica. É importante o entendimento de que se trata de um único Deus e que esse único Deus é de natureza indivisível e que subsiste eternamente em três pessoas. Nesse ponto de um único Deus (a doutrina monoteísta) é intocável na Bíblia (Mc. 12.29). Aparece como o primeiro mandamento da Lei (Êx. 20.2-3) (BERGSTÉN, 2022). Além disso, a Teologia Sistemática Pentecostal acrescenta o seguinte: “não há contradição entre o monoteísmo do Antigo Testamento e a Trindade cristã, haja vista o mesmo e único Deus subsistir eternamente em três pessoas. Ele é um só Senhor em três pessoas e não três deuses” GILBERTO e col. (2008, p.91) A ideia de pessoalidade é fundamental para não se cair nas armadilhas que algumas seitas pregam dizendo que O Pai é o “deusão”, O Filho, Jesus, um “deusinho” ou Miguel e que o Espírito Santo[2], não sendo uma pessoa, mas unicamente uma força ativa. Observa-se claramente: “três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo iguais em poder, glória e majestade e distintas em função, manifestação e aspecto”. ( DECLARAÇÃO de Fé, 2016, p.23). Além disso é importante destacar o que escreveu o teólogo BERGSTÉN em sua Teologia Sistemática dizendo:

“A Bíblia usa, em Genesis 1.1 e em mais de 2700 outras passagens, a palavra Elohim para expressar Deus. Elohim é um substantivo na forma plural, isto é, que inclui uma pluralidade de personalidades em uma só pessoa. Também a palavra “único”, ligada a Deus ( Dt 6.4), vem da palavra hebraica achad, que indica uma unidade composta ( quando essa palavra é usada no sentido absoluto, é empregada a palavra yacheed). Quando Deus fala de si, em várias ocasiões, usa a forma plural. ‘Façamos o homem’ (Gn 1.26); ‘Eia, desçamos’ (Gn 11.7); ‘Quem há de ir por nós?’ (Is 6.8)” (BERGSTÉN, 2022, p.27)

As pessoas da trindade têm funções e existe, sim, distinção quanto ao serviço. Mas vale a pena destacar aqui que “É possível um membro da Trindade subordina-se voluntariamente a um ou aos dois outros membros, mas isso não significa ser inferior em essência. Há absoluta igualdade dentro da Trindade, e nenhuma das três pessoas está sujeita, por natureza a outra, como se houvesse uma hierarquia divina” (DECLARAÇÃO de Fé, 2016, p. 24).

Vale a pena destacar que tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, títulos divinos são atribuídos às três pessoas da Trindade.

Essa igualdade dentro da Trindade nos faz entender, segundo a Declaração de Fé, que a subordinação tanto do Filho não compromete sua deidade e que a subordinação do Espírito Santo quanto ao ministério do Filho e à obra do Pai não é vista como sinônimo de inferioridade. Por isso tem-se a unidade na Trindade, sendo que Deus não é uma unidade absoluta, mas uma unidade composta e dinâmica. O que pode ser entendida como a pluralidade na unidade (Is. 6.8).

Diante disso, vale reproduzir o que foi escrito no Credo de Atanásio:

“24 Há, portanto, um Pai, e não três Pais; um Filho, e não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. 25 E, nessa trindade, não existe primeiro nem último; maior ou menor. 26 Mas as três pessoas são coeternas, são iguais entre si mesmas. 27 De sorte que, por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade deve ser adorada. (DECLARAÇÃO de Fé, 2016, p. 118)

 

3. CREDOS ECUMÊNICOS: QUE MANTO É ESSE, VASO DE DEUS?

A partir deste ponto, será tratado, resumidamente, sobre os credos ecumênicos. Esses são credos considerados universais. E credo consiste num conjunto de interpretações autorizadas da Bíblia. Essas interpretações são reconhecidas tanto por uma igreja ou por um conjunto de denominações.

A criação dos credos se deu, segundo Renner (2015, p.63) “porque apareceram falsas doutrinas no decorrer da história, e a cada dia que passava a influência delas se tornava maior.” Com isso se partiria para um único direcionamento doutrinário. Com a morte dos pais apostólicos a igreja precisava de uma organização mais sistemática dos seus ensinamentos centradas na pessoa de Cristo. Ainda segundo Renner (2015, p. 63) essa organização e transformação “pode ser vista em três pontos: a hierarquização da liderança, a formulação dos credos e o fechamento do cânon.” Essas necessidades tornaram-se mais evidentes, principalmente, com o aparecimento dos gnósticos.

Nesse sentido, vale a pena transcrever o que escreve Renner (2015)

“Como não havia naquela época um cânon fixado, os bispos tinham a necessidade de algo mais objetivo para poder julgar se as diferentes doutrinas que estavam surgindo eram verdadeiras ou falsas. Sendo assim, elaboraram um credo que enfatizaria as verdades principais do evangelho que deveriam ser mantidas.

Os credos eram escritos dentro de um contexto histórico para fixar as ideias centrais e colocar de lado outros grupos ou ideias, como os gnósticos... Se a pessoa decorasse o conhecimento dos pontos principais, poderia avaliar as novas ideias que surgiam e se elas realmente estavam em conformidade com o credo; dessa maneira, evitava-se que as pessoas fossem influenciadas negativamente por falsas doutrinas. (Renner, 2015, p. 65-66)

Sobre os credos ecumênicos, a sua aceitação é ampla não se restringindo a uma ou outra região. Segundo a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, os principais são: “o Credo Apostólicos, século II; o Credo Niceno (325 d.C); o Credo Niceno-Constantinopolitano (381 d.C); o Credo de Calcedônia (451 d.C) e  o Credo de Atanásio ( cerca de 500 anos). (DECLARAÇÃO de Fé, 2016, p. 10). Eis então os credos:

3.1 O Credo Apostólico

“Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra.

Em Jesus Cristo, seu Filho Unigênito, nosso Senhor; que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria; sofreu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto, e sepultado, e desceu ao Hades; e ressuscitou da morte ao terceiro dia; que subiu ao céu, e está assentado à mão direita de Deus, o Pai Todo-Poderoso; de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na santa igreja cristã, na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressureição da carne e na vida eterna.”

3.2 O Credo Niceno

“Cremos em um só Deus, Pai Onipotente, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus verdadeiro, gerado, não feito, de uma só substância [homooúsios] com o Pai, por meio de quem todas as coisas vieram a existir, as coisas que estão no céu, as coisas que estão na terra, que por nós, homens, e por nossa salvação desceu e foi feito carne, e se fez homem, sofreu, e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, e virá para julgar os vivos e os mortos.

E também no Espírito Santo.

Mas aqueles que dizem: ‘Houve um tempo quando ele não era’, e ‘Ele não era antes de ter nascido’, e ‘Ele foi feito do que não existe’, ou ‘Ele é de outra substância’ ou ‘O Filho de Deus é criado’, ou ‘mutável’ ou ‘alternável’” – eles são condenados pela igreja cristã e apostólica.”

3.3 O credo Niceno-Constantinopolitano

Cremos em um só DEUS, O PAI Todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor JESUS CRISTO, o Filho Unigênito de Deus, o gerado do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz de Luz, Verdadeiro Deus de Verdadeiro Deus, gerado e não feito, da mesma substância do Pai, por meio do qual todas as coisas vieram a ser; o qual, por nós, os homens e pela nossa salvação desceu dos céus e encarnou-se do Espírito Santo e da Virgem Maria, e fez-se homem e foi por nós crucificado sob Pôncio Pilatos, e padeceu, e foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e subiu aos céus e está sentado à direita do Pai, e virá de novo, com glória a julgar vivos e mortos; e o seu Reino não terá fim. E no ESPÍRITO SANTO, o Senhor e Vivificador, o que procede do Pai e do Filho, o que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o que falou por meio dos profetas; E numa só Igreja santa, cristã e apostólica. Confessamos um só batismo, para remissão dos pecados3, esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.

3.4 O Credo de Calcedônia

Fiéis aos santos pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar que nosso Senhor Jesus Cristo é o mesmo e único Filho, perfeito quanto à divindade e perfeito quanto à humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo consubstancial ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em todas as coisas semelhante a nós, exceto no pecado, gerado, segundo a divindade, antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, a portadora de Deus [Theotókos]. 4 Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, inseparáveis e indivisíveis. A distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência; não dividido ou separado em duas pessoas, mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor, conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo ensinou-nos e o credo dos pais transmitiu-nos.

3.5 O Credo de Atanásio ou Atanasiano

1 Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo, deve professar a fé universal. 2 A qual é preciso que cada um guarde perfeita e inviolada ou terá com certeza de perecer para sempre. 3 A fé universal é esta: que adoremos um Deus em trindade, e trindade em unidade; 4 Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância. 5 Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo. 6 Mas a deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só: glória é igual e a majestade é coeterna. 7 Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o Espírito Santo. 8 O Pai é incriado, o Filho é incriado, e o Espírito Santo é incriado. 9 O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, e o Espírito Santo é imensurável. 10 O Pai é eterno, o Filho é eterno, e o Espírito Santo é eterno. 11 E, no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno. 12 Da mesma forma, não há três incriados, nem três imensuráveis, mas um só incriado e um imensurável. 13 Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente e o Espírito Santo é onipotente. 14 No entanto, não há três onipotentes, mas, sim, um onipotente. 15 Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. 16 No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. 17 Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. 18 Todavia, não há três Senhores, mas um Senhor. 19 Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor; 20 Assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. 21 O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado; 22 o Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado. 23 O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. 24 Há, portanto, um Pai, e não três Pais; um Filho, e não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. 25 E, nessa trindade, não existe primeiro nem último; maior nem menor. 26 Mas as três Pessoas são coeternas, são iguais entre si mesmas; 27 De sorte que, por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade deve ser adorada. 28 Portanto, quem quiser ser salvo, deve pensar assim a respeito da Trindade. 29 Mas é necessário para a salvação eterna: que também se creia fielmente na encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo. 30 É, portanto, verdadeira fé que creiamos e confessemos que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem; 31 Deus, da substância do Pai, gerado antes dos séculos, e homem, da substância de sua mãe, nascido no mundo. 32 Perfeito Deus e perfeito Homem, subsistindo em uma alma racional e carne humana. 33 Igual ao pai segundo a sua Divindade, e menor do que o Pai segundo a sua humanidade. 34 O qual, ainda que seja Deus e homem, não é dois, e sim um só Cristo. 35 Um só; não por conversão da sua Divindade em carne; mas, sim, pela assunção em Deus da sua Humanidade. 36 Um só, não por confusão de substância, mas sim, pela unidade da Pessoa. 37 Porque assim como uma alma racional e carne são um só homem, assim também Deus e Homem são um só Cristo. 38 O qual sofreu por nossa salvação: desceu ao inferno, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos. 39 Ascendeu aos céus: assentando-se à direita de Deus Pai Onipotente. 40 De onde virá para julgar os vivos e os mortos. 41 A cuja vinda todos os homens ressurgirão com seus corpos; 42 E darão conta de suas 119 próprias obras. 43 E os que tiverem feito o bem entrarão na vida eterna; e os que tiverem feito o mal, para ao fogo eterno. 44 Esta é a fé universal: a menos que um homem creia fiel e firmemente, não poder ser salvo.

4. CONCLUSÃO

Portanto, é importante que todo obreiro que deseja servir bem a igreja de Cristo, busque conhecimento sobre as coisas de Deus, a história e as principais doutrinas da sua denominação. Neste trabalho foi dissertado, mesmo que sinteticamente, sobre a Trindade e os principais Credos Ecumênicos. Estes, perpassaram a história desde o Credo dos Apóstolos, século II, até o Credo de Atanásio, por volta do ano 500. Aquele, com base nas sagradas escrituras, mostrou-se seus fundamentos e que não se trata unicamente de uma doutrina da Igreja Católica, mas uma doutrina bíblica, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. O presente trabalho não buscou esgotar o assunto, pelo contrário, tem-se muito o que se pesquisar para que os conhecimentos sobre a bíblia e o Cristianismo sejam cada dia mais difundidos e disponíveis seja em artigos, livros; seja em dissertações e teses, para todo aquele que deseja conhecê-los.

 

5. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRAZIL, Thiago. OLIVEIRA, Marcelo. BUENO, Telma. IMITADORES DE CRISTO: Ensino Extraídos das palavras de Jesus e dos Apóstolos. Rio de janeiro: CPAD, 2022.

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

DECLARAÇÃO de Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

GNOSTICISMO”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2023. https://dicionario.priberam.org/gnosticismo#:~:text=gnos%C2%B7ti%C2%B7cis%C2%B7mo%20mo&text=%5B%20Hist%C3%B3ria%20religiosa%20%5D%20Conjunto%20de%20movimentos,sincretismo%20religioso%20e%20correntes%20filos%C3%B3ficas.

GILBERTO, Antônio et al. TEOLOGIA SISTEMÁTICA PENTECOSTAL. 2ª edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de. Doutrinas Bíblicas: uma introdução à Teologia. Campinas: EETAD, 2008.

RENNER, Roberto L. História da Teologia. Curitiba: Intersaberes, 2015.



[1] Servo de Jesus Cristo, Cooperador na Congregação Vila Diva, setor 09, Jardim Fernanda e estudante do CFO – Curso de Formação de Obreiro na ESTEADEC – Escola Teológica da Assembleia de Deus Ministério do Belém em Campinas-SP.

[2] Para um melhor e aprofundado entendimento sobre a Pessoa do Espírito Santo e suas obras através da Bíblia, é preciso ler as Sagradas Escrituras e estudar a disciplina “Pneumatologia” que é a doutrina ou estudo sobre o Espírito Santo nos cursos de teologia e ou através de livros sobre teologia sistemática. Nas referencias bibliográficas deste trabalho, o leitor encontrará referência de uma ótima teologia sistemática.  

[3] gnos·ti·cis·mo mo. [ História religiosa ] Conjunto de movimentos religiosos dos primeiros séculos do cristianismo, considerados heréticos, que combinam o misticismo, o sincretismo religioso e correntes filosóficas.

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